Ontem, nasceu meu primo, o nosso amado reizinho Davi, filho do meu tio Nando. Aí, quando eu cheguei em casa eu fiquei pensando o quanto aquele pequenininho vai mudar a vida dos pais dele. É impressionando como um filho muda a vida dos pais, né? Meu tio tinha o desejo de ser pai há alguns anos e agora a sua alegria está completa.
Pensando nisso, eu começo a me questionar sobre a importância da paternindade e da maternidade. Quem me conhece sabe que se existe um sonho na minha vida é o de ser mãe. Uma amiga costuma dizer que eu já nasci mãe, pois esse é um dom, um ministério que Deus nos dá desde sempre.
Como todo mundo sabe, eu sou professora da Educação Infantil e, ao longo do meu caminho, todos os anos, eu me deparo com crianças criadas por babás, educadas pelas avós. É como se os pais quisessem repassar a responsabilidade de educar. Acontece que a arte de educar foi dada por Deus aos pais, essa é uma missão única dos pais. É claro que a escola, as babás e os familiares estão ali para apoiar e ajudar nesta jornada. Mas, cabe unicamente aos pais amar, educar e guiar os filhos nos caminhos que devem ser percorridos. Eu fico cada dia mais indignada com essa ideia de fazer os filhos para os outros criarem. Isso não é maternidade! Para que as crianças se tornem adultos honestos, integros, responsáveis, elas precisam de uma direção, de referências. É inevitável, pensando nesse assunto, não pensar nos meus pais.
Minha mãe, Flávia, criou a mim e a minha irmã Luana com todo amor do mundo. Até os 8 anos, eu me lembro dela sentada ao pé da cama, toda noite, contando histórias para que a gente dormisse. Nunca nos faltou amor, carinho e atenção. Quando eu penso nessas crianças que estão sendo criandas como adultos, sem amor, sem afeto, eu agradeço pela mãe que tenho. Quando somos mais jovens, não costumamos dar valor aquilo que nossos pais fazem por nós. Mas, hoje, como educadora, eu vejo como o amor e a doçura da minha mãe fez diferença na minha história. Ah, e tem mais: ela nunca me bateu! Quem foi que disse que disciplina tem a ver com agressão? Eu costumo dizer as pessoas que mais vale uma palavra do que uma tapa. A dor da agressão logo passa, mas as palavras ecoam na alma.
Meu pai, Laercio, sempre teve o temperamento mais parecido com o meu e, por isso, eu sempre enfrentei algumas dificuldades de relacionamento com ele. Mas, ele me ensinou valores profundos sobre respeito, integridade e carater que jamais poderão ser arrancados de mim.
Por isso, eu gostaria de agradecer aos meus pais por todo amor, dedicação e paciência que sempre tiveram comigo. Obrigada por dizer não mesmo quando eu não aceitei. Obrigada por me fazer entender a importância de ter a família por perto. Obrigada porque se hoje eu sou uma pessoa feliz, realizada e segura é porque quando criança vocês foram pais presentes, que me deram todo suporte emocional que eu precisei.
Para terminar, queria, como educadora, dar um recado a vocês pais: Amem os seus filhos lembrando que eles são únicos, presentes de Deus! Lembrem-se sempre que um filho é um tesouro e que ele precisa de direção e essa direção você é quem deve dar. Lembre que a sua palavra vale para o seu filho mais do que qualquer outra. Lembre que uma luz que você acende na vida dele, ninguém pode apagar.
Uma certa vez, eu escutei uma mãe que havia acabado de perder o filho dizendo o quanto a relação mãe e filho é eterna e o quanto ela se arrependia de não ter aproveitado mais a doce companhia dos seus filhos. Lembrem-se: as pessoas não vivem para sempre, então devemos aproveitar o máximo os nossos relacionamentos para compartilhar o amor.
Existe um grande desejo no meu coração, como eu já disse, que é ser mãe, mas mãe de verdade, mãe integralmente sabe? Mãe que disciplina, mas que ama. É claro que não existe educação perfeita e eu tenho certeza que eu errarei muito ao longo do caminho, mas não faltará ao meus filhos uma mãe presente, disposta a ajudá-los, a guiá-los e a amá-los. Amá-los muito!
