6/22/2011

A ditadura da beleza: Eu não sou a mulher maravilha!

Eu nasci em uma geração onde o bonito é ser magrinha. Mas não magra demais, sabe? Tem que ter umas gordurinhas... A grande verdade é que a maioria avassaladora dos homens vê a mulher ideal como aquela magrinha, gostosinha, cheirosinha, bem vestida e que trabalhe, seja submissa, que economize, cuide dos filhos, da casa, da comida e que nunca, absolutamente nunca, deixe de estar com os cabelos arrumados e as unhas pintadas. Se a mulher for gorda é porque é relaxada, se não sabe cozinhar não é feminina, se não gosta de malhar então... Ah, essa não serve para os homens. Eles querem o bumbum no lugar, barriguinha de tanquinho igual a de Débora Secco e ainda tem que super inteligente, claro. Apesar de gostar de me cuidar e ser um pouco vaidosa, eu sempre achei que esta visão da mulher é impossível, até porque a graça de ser mulher é cada uma ser diferente. Além disso, por que a gente tem que ser a mulher ideal enquanto os olhos ficam barrigudos, cada dia mais mal educados, só pensam em futebol e cerveja? Por muito tempo, eu achei que era uma obrigação minha estar sempre bonitinha para aquele que estava do meu lado, mas essa cobrança toda só me fazia pensar que eu era incapaz, que nunca conseguiria e que por isso, eu nunca seria aquilo que alguém sonhou. Somos massacradas emocionalmente todos os dias na televisão, nas revistas, nas passarelas, todos dizem que devemos ser essa mulher maravilha.
Ai, meu Deus, e agora? Eu nunca vou conseguir ser essa mulher e niguém vai me querer, ninguém vai gostar de mim, niguém vai me olhar! Que desespero!
Nas sociedades modernas, as mulheres têm se deixado levar pelo que diz a mídia e buscado este ideal. Basta entrar numa clínica de estética e perceber quantas mulheres infelizes e frustradas buscam ali uma realização pessoal.
Pensando nisso, pude perceber que esta cobrança só me desistimulava, então decidi que quero cuidar de mim pra mim. Nós mulheres precisamos ter amor próprio e gostarmos da gente assim como somos, sejamos gordinhas, magrelas de mais, dentuças ou braçudas, como eu. Precisamos lembrar que cada uma foi feita de uma forma única e, assim, devemos respeitar e amar a anatomia do nosso corpo. A partir do momento que você entende que você é diferente de todas as mulheres do mundo e muito especial, você passa a querer estar cada dia mais linda, mais saudável e passa a cuidar do corpo e da mente, assim, não tem como não ser a mulher maravilhosa tão sonhada por todos.
Desde que eu engordei uns quilinhos, as pessoas mais próximas a mim tem me estressado, me pressionado com afirmações como : "Tem que fechar a boca", "Tá ficando papudinha", "Se continuar assim, vai virar um boi!" e isso, por muito tempo, me feriu, me entristeceu, me desanimou, mas agora eu não tô nem aí para este tipo de opinião. Que cada um cuide do seu bucho como bem entende. Eu não sou a mulher ideal, não quero ser uma mulher maravilha. Sou uma mulher única e especial. Somos todas lindas, cada um com suas características pessoais e não temos que passar a vida sofrendo em busca de uma imagem que não é nossa. Então, esqueçamos a imagem criada e busquemos o amor próprio. Assim, seremos cada dia mais lindas, encantadoras e maravilhosas .

Este foi um verdadeiro desabafo! Gostaria de lembrar que tudo o que eu escrevo aqui são minhas opiniões, aquilo que está na MINHA cabeça. Este é um lugar de trocar ideiais, de discutir, mas não de tentar mudar minha opinião a respeito de algum tema, ok? Digo isto porque depois que eu escrevi o post anterior, algumas pessoas expressaram sua pena por eu "estar na solidão". Apesar de achar que estas pessoas não entenderam o que eu quis dizer, volto a afirmar: tudo o que eu digo aqui não é para que vocês tenham pena de mim ou me amem, é só um lugar para me conhecer melhor, só isso e ponto final.

6/18/2011

Solidão: um grito da alma

Tenho pensado muito sobre a solidão. Este tema tem cercado minhas noites, me feito perder o sono e, por isso, gostaria de começar falando de solidão. Mas, afinal, o que é a solidão?


Durante anos da nossa juventude, fase em que, em geral, estamos cercados de "amigos", paixões, festas, contatos e redes sociais, acreditamos que nunca estaremos sozinhos e que os que nos cercam estarão sempre ao nosso lado. Acreditamos que podemos morrer de amor e que os relacionamentos serão para sempre. Mas, será? Para mim, nos iludimos e acabamos perdendo a essência real das verdadeiras relações.
Desde muito cedo, escutei meu pai dizendo que os verdadeiros amigos, aqueles com os quais verdadeiramente podemos contar, devem caber nos dedos das mãos. Se passar disso, quer dizer que você deve ter muitas relações maquiadas e superficiais. Por muito tempo, achei que isto era besteira, conversa de gente velha que não vive o mundo da conectividade, onde você pode ter amigos reais e virtuais. Mas, hoje, depois da vida ter me posto à prova, entendo que não é bem assim. Quero, antes de falar da minha experiência pessoal sobre solidão, propor um exercício: deixe, por 15 dias, de ligar, mandar mensagem ou deixar recados no orkut, no twitter, no facebook para as pessoas. Você saberá, com clareza, quem são aqueles que realmente se importam com você.
Bem, por anos, me considerava uma pessoa extrovertida, sempre cercada de pessoas queridas, eu nunca estava sozinha. Hoje, depois de amadurecer um pouco, sinto que a grande maioria das relações que construí ao longo da vida foram relações sem sustentação, superficiais. Descobri também que me sentir sozinha não é uma coisa negativa, pois é na solidão que eu posso refletir e rever minhas ações.
Hoje, vivo minhas relações na essência e estou feliz tendo somente a minha volta os que tenho uma relação de raiz profunda, de laços firmes. Aquele amor da adolescência e da juventude que existia no meu coração já não existe mais e não é porque meu coração está amargurado não. Se você quer saber, me sinto muito melhor assim, muito mais tranquila, sem tantas cobranças ou sem aquela ansiedade sem fundamento se as pessoas gostam ou não de mim.
Quero viver com profundidade as relações, quero, a cada dia, reafirmar os laços de amor e conhecer o ser humano em todos os seus aspectos. Cansei da superficialidade, cansei das relações por aparência, por interesse. Agora eu sei, quem se importa comigo e estará sempre ao meu lado. Então, a solidão, nada mais é do que um espaço dentro da sua alma. Espaço de se redescobrir e de se refazer. Acredite, esta é uma das maiores experiências que já vivi. Perceber o que realmente importa na minha vida foi uma passagem sofrida, dolorosa que forjou o meu caráter e os meus pensamentos, mas que me fez uma pessoa melhor, mais amiga, mais confiável, mais profunda em meus sentimentos e emoções.
A solidão é uma passagem contínua e não uma fase. Você pode estar pensando: é muito ruim, muito triste se sentir só! E eu digo sem nenhuma vergonha: eu me sinto sozinha, mas foi a solidão que me fez crescer. Então, reavalie suas relações, pense na essência de seus laços afetivos e lembre-se: as pessoas que realmente fazem a diferença e sempre estarão ao seu lado devem caber nos dedos das suas mãos.

Para começar

Já faz algum tempo que nasceu em mim o desejo de escrever. Escrever sobre a vida, sobre o que eu penso, escrever as palavras da minha mente. Esse desejo de tornar os meus pensamentos concretos se tornou uma necessidade. Uma necessidade de falar para mim mesma e assim, poder refletir. O nome que dei ao blog tenta expressar aquilo que quero expor aqui. Sabe aqueles pensamentos que moram bem escondidos dentro da sua alma? São exatamente estes que eu quero falar, quero registrar. Quero registrar sem pensar se devo ou não escrever aquilo. Quero escrever sem meias palavras. Tenho certeza de que será uma experiência pessoal renovadora e adoraria ter vocês junto comigo nesta viagem. Será um grande prazer para mim poder dividir com vocês as minhas experiências.Então, sejam bem-vindos ao meu blog, meu mundo das reflexões!